Florianópolis, 21 de novembro de 2017
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Foto: ND Online

Trabalhadores do Hospital Florianópolis entram em estado de greve

Reportagem:
Nesta sexta-feira (10/11), os trabalhadores do Hospital Florianópolis deflagraram estado de greve por falta de pagamento dos salários. Os valores deveriam ter sido pagos até o quinto dia útil do mês e até o momento a Organização Social Sociedade Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) – organização social que gere a unidade – não deu previsão de pagamento. Caso o depósito não seja feito até segunda-feira, a categoria pode paralisar. O Hospital é referência na Grande Florianópolis. Segundo relatório da SPDM, cerca de 8 mil pessoas são atendidas todos os meses apenas nos serviços de urgência e emergência.
 
A empresa alega falta de verbas, entretanto a Secretaria Estadual de Saúde (SES) já fez o repasse do mês de novembro e a SPDM optou por pagar os fornecedores. “Essa situação se repete quase todos os meses. É um absurdo termos que paralisar o serviço para que  paguem nossos salários, mas infelizmente essa é a realidade da gestão dos hospitais com organizações sociais”, afirma Wallace Cordeiro, empregado do HF e diretor do SindSaúde/SC – sindicato que representa a categoria.
 
A direção do hospital já foi informada pelo sindicato da decisão pelo estado de greve, o que significa que a partir de 72h os trabalhadores já podem parar as atividades. A diretoria do sindicato está convocando a categoria para uma assembleia geral na segunda-feira, às 14h, para deliberar pela greve.
 
Organização Social já fechou serviços
 
Desde 2013, o Hospital deixou de ser 100% público e passou a ser gerido pela SPDM. De lá para cá, as metas contratuais diminuíram 30%. Os serviços são realizados pelos servidores públicos remanescentes e por cerca de 500 trabalhadores contratados pela empresa. Nos últimos quatro anos, várias especialidades já foram fechadas. Somente quatro, dos dez leitos de UTI estão funcionando, como também as cirurgias eletivas e o atendimento de emergência foram temporariamente suspensos em julho deste ano. O orçamento mensal do HF é de cerca de R$4 milhões, sendo que 49% é gasto em folha de pagamento.
 
No estado, a OS gere também o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Hospital de Araranguá. No caso do SAMU, o contrato está sendo analisado por uma comissão da SES por conta dos problemas constantes de atraso salarial, falta de medicamentos e até mesmo falta de combustível nas ambulâncias.
 
 

 

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