Florianópolis, 12 de dezembro de 2017
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Serviço público de Florianópolis negocia data-base sem greve

Reportagem:

Por Joana Zanotto

Trabalhadores e trabalhadoras do município encerraram hoje (8/6) as negociações da data-base deste ano iniciadas no dia 18 de abril. Servidores aceitaram a contraproposta apresentada pelo executivo com alguns avanços em relação a postura inicial de Gean Loureiro (PMDB), que acenava para a impossibilidade de reajuste salarial e nenhuma chance de acordos.

A prefeitura vai efetuar o reajuste de 4%, referente a perda salarial de maio de 2016 a abril de 2017, parcelado em quatro vezes. A última parcela deverá ser paga em março de 2018. As/os bibliotecárias/os tiveram as férias aumentadas para 65 dias. A greve geral do dia 28 de abril não será mais cobrada como falta injustificada, entre outras conquistas.

A assembleia dividiu a categoria que votou apenas às 16h30, três horas depois do início, imersa em um debate acalorado. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público da capital (Sintrasem) Alex Santos afirmou em sua fala que a resposta da prefeitura não era satisfatória para ninguém, entretanto a avaliação da diretoria era que a greve deveria ser construída com responsabilidade, com a adesão da maioria das/os servidoras/es.

Greves no serviço público

De 2016 para cá, servidores e servidoras municipais realizaram três grandes greves. Ano passado, na gestão de Cesar Souza Júnior (PSD), o movimento foi deflagrado durante a data-base e, meses depois, para barrar o Projeto de Lei 1.560/2016, que pretendia alterar o regime próprio de previdência. No início deste ano, uma greve de 38 dias conseguiu revogar parte de um pacote de medidas, com cortes em direitos históricos da categoria, apresentado e aprovado na Câmara Municipal nos primeiros meses de Gean como prefeito.