Florianópolis, 23 de agosto de 2017
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Trabalhadoras/es do transporte aceitam aumento salarial e rejeitam greve

Reportagem:

Uma assembleia realizada na noite desta terça-feira (6/6) decidiu pela manutenção do serviço de transporte coletivo na quarta-feira (7/6), dia de possível greve anunciada pelo sindicato dos trabalhadores do transporte público da Grande Florianópolis (Sintraturb) ainda na semana passada. Trabalhadores e trabalhadoras do transporte urbano de Florianópolis decidiram por não aderir à greve, aceitando a proposta de reajuste salarial com reposição das perdas com inflação e 2% de aumento real.

Greve com catraca livre

O  Sintraturb anunciou na última sexta-feira (2/06) que a categoria havia entrado em estado de greve e a partir de quarta-feira (7/06) poderiam iniciar uma greve diferente. Dessa vez, o trabalho não seria paralisado, mas os ônibus circulariam com a catraca livre – sem cobrança de tarifa. O motivo da greve é a dificuldade de negociação da convenção coletiva de trabalho (CCT), em que se negocia, entre outras cláusulas,  reajuste salarial, com o sindicato patronal (Setuf).

Após seis rodadas de negociação, a categoria negou a proposta e deflagrou estado de greve em assembleia no dia 1º de junho. No mesmo dia, escreveram um comunicado dizendo que havia entrado com um pedido no Ministério Público do Trabalho que os ônibus circulassem com 100% da frota, mas com catraca livre. “Assim, os usuários não serão prejudicados e somente os reais responsáveis serão afetados”, publicou o Sintraturb em nota.

Negociação no MPT

Um dia de catraca liberada pode representar um prejuízo para o Consórcio Fênix de cerca de R$480 mil, segundo a secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana. Entretanto, as empresas não teriam que arcar com esse valor. “O que temos firmado no contrato licitatório é que se a empresa não receber o valor da tarifa, quem tem que arcar é a prefeitura. Então os cidadãos continuam sendo penalizados”, explicou o secretário Marcelo Roberto da Silva.

O Ministério Público do Trabalho convocou sindicato e patrões para novas rodadas de negociação, que aconteceram segunda e terça-feira (5 e 6/6), quando se chegou a um acordo para evitar a greve.