Florianópolis, 20 de outubro de 2017
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Foto: Pedro Aguiar/ MARUIM

Trabalhadoras/es do transporte podem fazer greve com catraca livre a partir desta quarta

Reportagem:

Por Michele de Mello

O sindicato dos trabalhadores do transporte público da Grande Florianópolis (Sintraturb) anunciou na última sexta-feira (2/06) que a categoria havia entrado em estado de greve e a partir de quarta-feira (7/06) poderiam iniciar uma greve diferente. Dessa vez, o trabalho não seria paralisado, mas os ônibus circulariam com a catraca livre – sem cobrança de tarifa. O motivo da greve é a dificuldade de negociação da convenção coletiva de trabalho (CCT), em que se negocia, entre outras cláusulas,  reajuste salarial, com o sindicato patronal (Setuf).

Após seis rodadas de negociação, a categoria negou a proposta e deflagrou estado de greve em assembleia no dia 1º de junho. No mesmo dia, escreveram um comunicado dizendo que havia entrado com um pedido no Ministério Público do Trabalho que os ônibus circulassem com 100% da frota, mas com catraca livre. “Assim, os usuários não serão prejudicados e somente os reais responsáveis serão afetados”, publicou o Sintraturb em nota.

Um dia de passe livre

Um dia de catraca liberada pode representar um prejuízo para o Consórcio Fênix de cerca de R$480 mil, segundo a secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana. Entretanto, as empresas não teriam que arcar com esse valor. “O que temos firmado no contrato licitatório é que se a empresa não receber o valor da tarifa, quem tem que arcar é a prefeitura. Então os cidadãos continuam sendo penalizados”, explicou o secretário Marcelo Roberto da Silva.

O que pedem as/os trabalhadoras/es

A discussão da CCT envolve reajuste salarial, mudanças nas condições do local de trabalho e jornada laboral entre o representante da empresa e o representante dos trabalhadores. Este ano, as/os trabalhadoras/es do transporte público apresentam uma pauta com 88 pontos de reivindicações, dentre elas, a redução da jornada de 6 horas e 20 minutos para 6 horas; a reposição salarial da inflação do último período e um aumento salarial.

A proposta patronal

A proposta inicial dos representantes patronais era iniciar a negociação da convenção depois da votação da reforma trabalhista no Congresso Nacional, a categoria negou e a proposta seguinte foi o reajuste inflacionário no ticket alimentação e o ganho real de 1% nos salários, também negados pela categoria. 

Negociação no MPT

O Ministério Público do Trabalho convocou as duas partes para uma nova rodada de negociação na tarde desta terça-feira, que iniciou às 14h e até o fim dessa reportagem não havia terminado. Cinara Graeff é a procuradora responsável pelo caso e disse que só irá se pronunciar depois dessa nova rodada.

Até a publicação da reportagem também não foi possível o contato com o Sintraturb.