Florianópolis, 21 de novembro de 2017
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Dario Berger (PMDB) fala sobre cenário nacional e reformas encabeçadas por seu partido

Reportagem:

Foto: Divulgação

O senador catarinense viajou ontem (23/5) de Florianópolis (SC) para Brasília cumprir agenda com o presidente Michel Temer (PMDB), às 10h desta quarta-feira. Em entrevista para o MARUIM, ainda ontem, Dario Berger (PMDB) comentou sobre o período de instabilidade política no país e sobre as reformas trabalhista e previdenciária, que correm no Congresso. As reformas foram propostas pelo seu correligionário na Presidência.

Condenado na Justiça por improbidade administrativa e pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC) por contratação milionária de um concerto que nunca aconteceu, o Dario Berger (PMDB) é o senador do país com mais ocorrências na Justiça, 28, de acordo com publicação no Portal Excelências mantido até pouco tempo atrás pela Transparência Brasil (o portal está fora do ar atualmente por falta de financiamento).

Segundo o ex-prefeito de Florianópolis, “temos que passar o país a limpo, sim, mas temos que punir aqueles que merecem ser punidos, não aqueles que delatam os outros e saem ilesos em seus belos e formosos iates, aviões e etcétera.” O senador foi citado na Operação Lava Jato.

Questionado sobre a sua opinião em relação ao cargo da presidência, ele respondeu “não tem jeito, vocês sabem. Não precisam nem me perguntar” Dario também afirmou concordar com as Diretas Já, alegando que a dificuldade maior seria o tempo para alterar a Constituição. A lei atualmente diz que se o governo for interrompido após os dois primeiros anos, as eleições são indiretas. A bancada do PSOL apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição para alterar esse regulamento.

Sobre as reformas encabeçadas pelo seu partido, ele falou que os textos ainda podem passar por mudanças. “Poderíamos fazer uma reforma trabalhista mais gradativa, de maneira que fizesse uma parte agora, adaptando essa parte, depois readequando até chegarmos num ponto ideal que pudesse buscar o equilíbrio.”

Dario votou junto com a bancada catarinense a favor da PEC 55 em 2016. Conhecida como PEC do Teto dos Gastos Públicos, de iniciativa de Temer, a medida aprovada em dezembro do ano passado, estabeleceu um limite para os gastos federais para os próximos 20 anos, corrigindo-os pela inflação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).