Florianópolis, 21 de novembro de 2017
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Morte do vereador Marcelino Chiarello completa cinco anos hoje

Reportagem:

A morte do vereador Marcelino Chiarello (PT), de Chapecó, completa cinco anos nesta segunda-feira. Os laudos e pareceres médicos sobre o caso são contraditórios, e os investigadores não foram capazes de concluir por suicídio ou homicídio.

Professor da rede pública e referência dos movimentos sociais na Câmara, Marcelino denunciou vários esquemas de corrupção no Oeste do estado entre 2005 e 2011.

O MARUIM publicou um livro-reportagem sobre o tema em agosto. Para encomendar um exemplar, escreva para maruimjor@gmail.com

Leia a sinopse do livro:

SINOPSE:

Marcelino Chiarello foi professor da rede pública estadual em Santa Catarina e um dos vereadores mais populares de Chapecó entre 2005 e 2011. Eleito duas vezes com apoio de movimentos sindicais, sem-terra e indígenas da região Oeste, ele tornou-se conhecido por denunciar casos de corrupção no município durante a administração dos prefeitos João Rodrigues e José Cláudio Caramori, ambos do Partido Social Democrático (PSD).

Baseado em 59 entrevistas inéditas, o jornalista Daniel Giovanaz apresenta novos elementos sobre a morte de Chiarello, em 28 de novembro de 2011. O cadáver do vereador foi encontrado em sua própria casa, pendurado pelo pescoço junto à grade de segurança da janela do quarto de visitas. Os primeiros policiais que se depararam com o corpo informaram à imprensa que a cena fora modificada para simular um suicídio e despistar as investigações. O laudo cadavérico, divulgado em janeiro de 2012, identificou sinais de agressão e confirmou a hipótese de assassinato.

Colegas da Câmara Municipal, deputados e empresários influentes da região Oeste, que encabeçavam a lista de suspeitos, foram chamados a depor e alegaram inocência: ninguém foi preso. Após uma série de exumações, laudos e pareceres contraditórios, o caso Marcelino sofreu uma reviravolta e passou a ser tratado como suicídio. Com o arquivamento do processo, quase cinco anos mais tarde, a dinâmica da morte permanece um mistério.