Florianópolis, 22 de novembro de 2017
Search

Comunidades do Morro da Queimada e Jagatá sofrem com falta d’água há 25 dias

Reportagem:

As mais de 2500 famílias que moram nas comunidades Jagatá e Morro da Queimada começaram a receber água novamente apenas na tarde de hoje (18/10), depois de passar três dias na falta total de abastecimento. Segundo a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN),  as duas comunidades localizadas no maciço da região central de Florianópolis ficaram sem abastecimento devido a um mau funcionamento no bombeamento da água, percebido somente ontem durante a manutenção em uma adutora que abastece a ilha. Os moradores, que sofrem com interrupções diárias no abastecimento há cerca de 25 dias, relatam que procuraram a Companhia durante as duas últimas semanas mas só hoje obtiveram respostas.  Na região do maciço, a falta de água atinge com frequência diversas comunidades, como parte do Monte Serrat, que ficou sem abastecimento na semana passada e metade do Morro do Horácio, que também passou por falta de água dez dias atrás.

Sidnei Nascimento, líder comunitário das duas comunidades, conta que há pelo três semanas a bomba que abastece a comunidade está sendo desligada durante o dia, voltando a ser ligada apenas na madrugada. O abastecimento inconstante, entre as 4h30h e 10h da manhã não tem dado conta de encher as caixa das casas que ficam na região mais alta, muitas das quais passam grande parte do tempo sem acesso a água de fato. A situação ficou ainda mais emergencial no início desta semana, quando toda a comunidade ficou sem abastecimento e o líder procurou ajuda na Secretaria de Habitação e Saneamento Ambiental.  Lá, uma assistente social enfim conseguiu contatar o diretor operacional da CASAN, que como conta Sidnei desligava suas suas ligações e visualizava sem responder suas mensagens. Em seguida, a Companhia religou a bomba e encaminhou um caminhão pipa para as comunidades.

queimada

Vista aérea das comunidades no Maciço do Morro da Cruz / Foto: Google

O setor de engenharia da CASAN atribuiu a falta de água dos últimos três dias a um acidental desligamento da bomba e afirmou desconhecer a inconstância no abastecimento. Sobre o desligamento da bomba durante o dia, informou que também não  se sabia e que por não consistir em uma prática da CASAN, o caso será investigado.

O Secretário Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, disse à reportagem do MARUIM que não tinha conhecimento do caso, mas que o revezamento no abastecimento é algo comum na ilha. “A CASAN fecha alguns registros para deixar a água com pressão e alimentar pontos mais altos, depois reveza  e volta a abri-los. É a forma de abastecer”, completou. Quando perguntado sobre a ocorrência deste tipo de revezamento ser mais frequente em comunidades do maciço do que em outros bairros, afirmou que “a situação da Ilha exige essa medida e que já houve momentos em que bairros como Santa Mônica e Itacorubi também passaram pelo revezamento”.

Até o fechamento desta notícia, o caminhão pipa estava abastecendo a caixa da creche do bairro e deveria fazer mais uma viagem para conseguir atender as casas necessitadas.