Florianópolis, 21 de novembro de 2017
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Reunião convocada pela Defensoria Pública do Estado discute denúncias de abuso policial no Morro do Horácio 

Reportagem:

Texto de Clarissa Levy

Foto da assessoria da Defensoria Pública do Estado

A Polícia Militar e o Ministério Público não compareceram à reunião convocada pela Defensoria Pública do Estado para tratar das recentes  denúncias de abuso policial na comunidade do Morro do Horácio, nesta quinta-feira (22/9).  As duas instituições não justificaram a ausência no encontro que contou com defensores públicos, representantes da Comissão de de Direitos Humanos da ALESC (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e lideranças da comunidade. Desde a morte de um Policial Militar no bairro, há uma semana, dezenas de moradores tiveram suas casas invadidas sem mandado, portas e pertences quebrados, além de sofrerem coação, violências físicas e bloqueios para entrar na comunidade.

Há seis dias tentando contato com o Comando Geral da Polícia Militar e recebendo a resposta de que “só há agenda na semana que vem”, a comunidade narra a rotina insegura de não saber se terá ônibus subindo o bairro, revista humilhante em crianças e idosos na chegada de casa ou mais portas quebradas e móveis revirados sem autorização judicial.

A partir da reunião desta tarde a Defensoria iniciará a apuração sobre as violações de direitos humanos  e acompanhará o trâmite das denúncias na Corregedoria da Polícia Militar – órgão responsável por analisar e instaurar processos contra ações policiais.

A comunidade com o apoio da Comissão de Direitos Humanos e de movimentos sociais, permanece na busca por instrumentos legais que garantam o fim do “regime de exceção” que está vivendo, como definiu a advogada que acompanha o caso.