Florianópolis, 22 de janeiro de 2018
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Ato contra Temer protesta na Beira Mar em dia nacional de paralisações

Reportagem:

Fotos: Karina Ferreira

Florianópolis teve um dia atípico nesta quinta-feira (22/9) — e não foi por conta da chegada da primavera. Gente de todos os tipos e de várias regiões de Santa Catarina, que não reconhece a legitimidade do governo de Michel Temer (PMDB), esteve nas ruas da cidade protestando contra projetos de retirada de diretos apresentados ou anunciados pelo presidente, como a reforma da previdência, a trabalhista e a PEC 241 (congela o orçamento da União por 20 anos). Enquanto o sol e o calor da primavera estiveram presentes, teve greve do transporte coletivo, assembleias de diversas categorias de trabalhadores/as buscando a construção de uma greve geral, e uma passeata reunindo cerca de 3 mil pessoas e terminando em frente ao Ticen.

Mas os gritos de “fora Temer!” estavam apenas começando. A despedida do sol e chegada da noite foi acompanhada pela chegada de uma nova leva de manifestantes dispostos a protestar contra o ex-vice presidente, que assumiu o lugar de Dilma Rousseff (PT), após o processo de impedimento. Não mais que 700 pessoas atenderam o chamado das organizações políticas e sociais da Rede Fora Temer para mais uma noite de manifestação — número que contrasta com as cerca de 30 mil pessoas que tomaram a avenida Beira Mar há duas semanas.

Durante a assembleia que definiria os rumos do ato desta quinta-feira — entre seguir para as pontes de ligação ilha-continente ou para a Beira Mar — houve quem justificasse a baixa adesão ao movimento por conta das paralisações do transporte público, que ocorreram pela manhã (4h-6h) e pela tarde (15h-16h), e das universidades. Em votação apertada, a decisão coletiva foi por encaminhar o ato para a avenida Beira Mar. Houve poucos momentos de desobediência à orientação da Polícia Militar, que tratava de minimizar o impacto da passeata sobre o trânsito já caótico da cidade após um dia inteiro de manifestações e paralisações.

O ato saiu do Largo da Alfândega e terminou no Ticen, percorrendo a Beira Mar, tanto na ida, quanto na volta, até a altura do trapiche. Não houve pichações ou depredação, tampouco violência.