Florianópolis, 22 de novembro de 2017
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No Brasil, Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha exalta a militância histórica das negras

Reportagem:

A Lei nº 12.987/2014, que reconhece o dia 25 de julho, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra no Brasil, homenageia a história de Tereza de Benguela, uma líder quilombola, que se tornou líder do quilombo no século 18, e resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído.
Hoje no Brasil, as mulheres negras encontram na militância uma maneira de lutar e resistir à realidade excludente e racista imposta a elas. Débora Maria da Silva, mulher negra, fundou o Mães de Maio, para vencer a dor da morte do seu filho, Edson Rogério Silva dos Santos. O movimento denuncia, desde então, o terrorismo de Estado e o extermínio da população negra no Brasil.
Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2013, a razão das vítimas de homicídios no país é de 2,4 negros para cada indivíduo não-negro assassinado.
Na entrevista, Débora fala sobre os impactos que uma Lei Antiterrorismo teria para os movimentos sociais, a importância da democratização dos meios de comunicação e do fortalecimento do jornalismo alternativo.